Em um bazar beneficente, promovido por Júlia, Marta adquiriu um antigo faqueiro, praticamente sem uso. Acreditando que o faqueiro era feito de prata, Marta ofereceu um preço elevado sem nada perguntar sobre o produto. Júlia, acreditando no espírito benevolente de sua vizinha, prontamente aceitou o preço oferecido. Após dois anos de uso constante, Marta percebeu que os talheres começaram a ficar manchados e a se dobrarem com facilidade. Consultando um especialista, ela descobre que o faqueiro era feito de uma liga metálica barata, de vida útil curta, e que, com o uso reiterado, ele se deterioraria. De acordo com o caso narrado, assinale a afirmativa correta.
Gabarito: alternativa B
Alternativa correta. Não se admite a alegação de erro (art. 138 do CC) por parte daquele que atuou com acentuado grau de displicência. Considerando que Marta adquiriu o faqueiro em um bazar beneficente, seria razoável que ela indagasse Júlia sobre o material de que seriam feitos os utensílios. Além disso, Júlia não teria motivo para imaginar que Marta estivesse pagando um alto valor pelo faqueiro por pensar que era de prata, mas, como descrito no enunciado, aceitou a quantia paga acreditando no espírito benevolente de Marta. Assim, o negócio jurídico é plenamente válido.
Próxima questão de Direito Civil →
Treine com milhares de questões da OAB
Crie sua conta grátis para resolver questões todos os dias, ver os comentários de todas as alternativas e acompanhar seu desempenho por matéria.
Criar conta grátis