Regina dá à luz seu primeiro filho, Davi. Logo após realizado o parto, ela, sob influência do estado puerperal, comparece ao berçário da maternidade, no intuito de matar Davi. No entanto, pensando tratar-se de seu filho, ela, com uma corda, asfixia Bruno, filho recém-nascido do casal Marta e Rogério, causando-lhe a morte. Descobertos os fatos, Regina é denunciada pelo crime de homicídio qualificado pela asfixia com causa de aumento de pena pela idade da vítima. Diante dos fatos acima narrados, o(a) advogado(a) de Regina, em alegações finais da primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri, deverá requerer
Gabarito: alternativa C
Alternativa correta. Se a mãe, sob influência do estado puerperal, mata filho de outra pessoa achando ser seu, responderá por infanticídio putativo (art. 123 do CP), sendo consideradas as condições da vítima pretendida (art. 20, § 3º, CP). Entretanto, não poderá ser reconhecida a agravante de o crime ser contra descendente (art. 61, II, "e", do CP), já que essa característica é elementar típica do crime de infanticídio.
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